• 08
    maio
    Conheça os vencedores das Microbolsas Maconha!

    Redação da Agência Pública

     

    No fim de março, a Agência Pública lançou o Concurso Microbolsas Maconha, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes – CESeC. O objetivo do concurso é produzir, publicar e disseminar reportagens que ampliem o conhecimento sobre os mecanismos de consumo, uso e repressão à maconha.

    Durante o último mês, recebemos 197 pautas – recorde de inscrições em concursos de microbolsas. As inscrições vieram de 44 cidades brasileiras, espalhadas por 15 estados. Nesta sétima edição das microbolsas, passamos a aceitar pautas sobre outros países. Recebemos 12 inscrições vindas de fora do Brasil, propostas por repórteres baseados em países como Espanha, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Itália.

    Abaixo, apresentamos os repórteres vencedores do concurso, selecionados pelas diretoras da Agência Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, e pela coordenadora do CESeC, Julita Lemgruber. Os escolhidos vão receber uma bolsa de 7 mil reais e a mentoria da Pública para produzir a pauta proposta.

    Cadu Barcellos – É formado na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e ESPOCC (Escola Popular de Comunicação Critica) no Observatório de Favela, onde também foi coordenador de metodologia do curso nos anos de 2012 e 2013. Dirigiu o curta “Feira da Teixeira” (2006) e o programa “Crônicas da Cidade” (2007), do Canal Futura. Foi diretor e roteirista da série “Mais X Favela” (Multishow), diretor e agumentista do episódio “Deixa Voar”, que compõe o longa “Cinco vezes favela Agora por nós mesmos” (2010), produzido por Carlos Diegues e escolhido para a Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2010.

    Gil Luiz Mendes – Jornalista recifense com dez anos de experiência e passagens por rádio, impresso e internet. Vencedor do 5º prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, Menção Honrosa no 32º prêmio Vladmir Herzorg de Direitos humanos e finalista do 2º Prêmio Sebrae de Jornalismo.

    Tarso Araújo – É jornalista desde 2004, tendo passado pelas redações do jornal Folha de S.Paulo e das revistas Superinteressante, Galileu, Placar e Men’s Health. Com reportagens sobre drogas, venceu o prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas 2014, o Prêmio Abril de Jornalismo 2009 na categoria Esporte e o Prêmio Esso de Criação Gráfica em Jornalismo de 2008, além de uma medalha de bronze no Malofiej 2017. É autor do livro “Almanaque das Drogas” e co-diretor do filme “Ilegal”.

    Matias Maxx – É fotografo e jornalista. Começou sua carreira em 1998 publicando em revistas de entretenimento como BiZZ e Trip. Desde 2010 é correspondente da VICE Brasil, onde dentre muitas pautas destacam-se entrevista com Rafael Braga, com a prostituta que denunciou as violações perpretadas pela polícia no “prédio da caixa” em Niterói, e a reportagem “A pacificação do complexo alemão deu certo?”, contemplada com o primeiro lugar no V Prêmio Latinoamericano de Jornalismo Sobre Drogas. Também já produziu e fotografou reportagens em vídeo para agências internacionais como VICE News e Al-Jazeera. Participa da organização da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro desde 2007 e em 2012 fundou e editou os quatro números da revista semSemente, a primeira revista impressa sobre maconha no Brasil.

    O resultado dessas mentorias você confere aqui em nosso site nos próximos meses!

     

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  • 28
    mar
    Microbolsas: um mês para propor pautas sobre maconha

    A parceria entre o CESeC e a Agência Pública busca pautas que investiguem temas relacionados à maconha

    Redação de Agência Pública

     

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maconha é a droga psicoativa mais usada no mundo – estima-se 180 milhões de usuários. Um levantamento feito pelo Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID) em 2005, indica que na época, 8,8% da população brasileira já havia consumido maconha na vida. A estimativa de dependência, com base nesse mesmo levantamento, fica em 1,2%. Outro levantamento, realizado pela Unifesp, mostra que cerca de 1,5 milhão de jovens e adultos usam maconha diariamente no país.

    É neste contexto que a Agência Pública lança, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes – CESeC, o concurso Microbolsas Maconha. Vamos oferecer quatro bolsas de R$ 7 mil a repórteres interessados em produzir investigações jornalísticas relacionadas ao tema. “Queremos reportagens que encarem de maneira séria, profissional e investigativa a droga mais utilizada no país, cujo status como ilegal está em debate em todo o mundo – inclusive no Supremo”, diz Natalia Viana, co-diretora da Pública.

    Neste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu a legalização da maconha como uma maneira de aliviar a crise no sistema carcerário brasileiro. Além disso, está em julgamento no STF uma avaliação sobre a descriminalização das drogas, que teve origem no debate sobre a inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei Antidrogas (11.343/2006). Até agora, foram proferidos três votos a favor. Em setembro de 2015, o ministro Teori Zavascki – morto este ano em um acidente aéreo e substituído no STF por Alexandre de Moraes – pediu vistas, e o julgamento está suspenso desde então.

    Na cidade de São Paulo, 53,7% das pessoas presas em flagrante por porte de maconha levavam consigo entre 10,1 e 100 gramas, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz. Um estudo feito pela pesquisadora Juliana Carlos e publicado pelo International Drug Policy Consortium (IDPC) mostra que, se no Brasil fosse aplicada a lei espanhola que diferencia por quantidade entre uso e tráfico, 69% dos presos por tráfico de maconha em São Paulo estariam livres.

    Até o dia 29 de abril, repórteres de todo o país podem inscrever suas pautas através deste formulário. As mais originais e relevantes serão selecionadas para receber a bolsa e a mentoria da Agência Pública. “A imprensa pode contribuir muito para reduzir o predomínio de visões preconceituosas e equivocadas sobre as drogas, que continuam a alimentar políticas ultrapassadas e ineficazes”, diz a coordenadora do CESeC, Julita Lemgruber.

    As reportagens produzidas no concurso devem ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de consumo, uso e repressão à maconha. Para fazer a inscrição, é necessário que o repórter apresente a pré-apuração da pauta, quais fontes pretende entrevistar e em qual formato a reportagem vai ser feita.

    Leia aqui o regulamento completo do concurso Microbolsas Maconha

    Os vencedores serão escolhidos pelas diretoras da Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, em conjunto com a coordenadora do CESeC, Julita Lemgruber. Resultado do concurso será divulgado no dia 9 de maio aqui no site da Pública. O acompanhamento das pautas e edição das reportagens serão feitos pela Pública.

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  • 17
    dez
    CESeC classifica como megalomaníaco plano do governo federal de erradicar maconha na América do Sul

    O plano do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, apresenta uma série de problemas, na avaliação do CESeC (foto: Foto:Isaac Amorim/MJC)

    Megalomaníaco e inexequível. Assim pode ser classificado o Plano Nacional de Segurança Pública do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de querer erradicar a maconha no Paraguai. Apresentado na última segunda-feira, dia 12, a especialistas em segurança pública, entre eles a cientista social do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Julita Lemgruber, o projeto causou profunda estranheza por ser caro, impraticável, além de priorizar outras áreas.

    “Tínhamos uma expectativa de que o ministro apresentasse um plano nacional de redução de homicídios, que é uma questão grave no Brasil. Estamos batendo recorde de quase 60 mil homicídios. O plano vai aprofundar uma série de problemas que já temos, como a superlotação do sistema carcerário”, alertou Julita.

    A ideia de erradicação da maconha no Paraguai do governo federal é semelhante ao Plano Colômbia, uma fracassada tentativa dos Estados Unidos de acabar com as plantações de coca no país latino, nos anos 2000.

    “Foram gastos bilhões de dólares. Claro que não deu certo, foi um retumbante fracasso. Quantos bilhões de dólares seriam precisos no nosso caso? É muito frustrante e preocupante o plano que o ministro apresenta ao país neste momento”, frisou Julita Lemgruber.

    Outro ponto do plano do Ministério da Justiça que foi alvo de críticas é o de turbinar a Força Nacional, aumentando em sete vezes seu efetivo. O governo cogita permitir, via medida provisória, que os recursos do Fundo Penitenciário Nacional, destinados a prisões, sejam alocados no plano — calculado em R$ 2,3 bilhões pelos próximos anos.

     

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  • 02
    dez
    Personalidades em vídeo contra a Guerra às Drogas

    Rio de Janeiro, novembro de 2016 – Um grupo de atores, jornalistas, policiais militares, cientistas e ativistas integra o vídeo de divulgação da campanha “Da Proibição Nasce o Tráfico”, que o CESEC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes – lança nesta terça-feira, 29 de novembro.

    Com texto em forma de jogral e imagens de arquivo que mostram ações policiais no Rio de Janeiro, o vídeo traz a participação de personalidades com perfis tão distintos como os atores Wagner Moura, Leandra Leal e Gregório Duvivier, os jornalistas Flavia Oliveira e Ricardo Boechat, os policiais militares Cel. Ibis Teixeira e Cel. Jorge da Silva, o empresário e ex-apresentador do programa Navegador da Globonews, Alê Youssef, o Coordenador do Coletivo Papo Reto, Raull Santiago, além das ativistas Maria Aparecida Carvalho (Cidinha) e Margarete Brito (mães de pacientes de maconha medicinal) e do antropólogo Luiz Eduardo Soares.
    O vídeo é parte da campanha “Da Proibição Nasce o Tráfico”, lançada em 2015, através do trabalho de vários cartunistas famosos, entre eles Laerte, Angeli e André Dahmer que tiveram seus cartuns estampados na traseira de ônibus. A campanha também já organizou palestras e inúmeras atividades, além de ter trazido ao Brasil nomes proeminentes na discussão sobre política de drogas em todo o mundo, como os norte-americanos Deborah Small, advogada e Carl Hart, neurocientista e professor da Columbia University.

    “Por uma coincidência terrível, nosso vídeo vem à tona justamente no momento em que o Rio de Janeiro vive um aumento agudo e intenso dessa trágica guerra às drogas”, reflete a socióloga Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. O vídeo é essencial para lembrar que os danos causados pela política de guerra às drogas supera, em muito, os danos provocados pelo eventual uso abusivo de qualquer droga”.

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  • 03
    nov
    LIVRO DO CESEC DISCUTE A DEMOCRACIA QUE FAZ FALTA NA SEGURANÇA PÚBLICA

    As coordenadoras do CESeC e o reitor Candido Mendes

    Mais de 250 pessoas estiveram no lançamento do livro “Polícia, justiça e drogas: como anda nossa democracia?”, realizado pelo CESeC, na noite de terça-feira, 25 de outubro, no espaço Nex. Pesquisadores de várias áreas, policiais, jornalistas, ativistas, juízes, promotores, líderes comunitários, advogados, políticos, artistas foram à comemoração, que também marcou os 16 anos do  CESeC e o lançamento do novo site do CESeC.

    A convite do CESeC, o  jornalista Fernando Molica conversou com vários dos presentes sobre os temas discutidos no livro. Leia abaixo o texto. As fotos são de Claudia Ferreira.

     

    Por Fernando Molica*

    Precisa, a saudável provocação expressa na pergunta que dá título ao novo livro organizado por pesquisadoras do Cesec tem o poder de gerar múltiplas e não excludentes respostas. O questionamento traz para o nosso cotidiano, para a vida como ela é, a discussão sobre um tema – democracia – que, na política nacional, costuma ser citado apenas como cereja de bolo de discursos vazios, conceito que chega a ser usado até para justificar rasteiras no processo democrático.

    “Polícia, justiça e drogas: como anda nossa democracia?”, pergunta o livro organizado por Barbara Mourão, Julita Lemgruber, Leonarda Musumeci e Silvia Ramos.  Mais do que respostas, as co-autoras e diversos convidados para o lançamento da coletânea de artigos, fazem diagnósticos, lamentam oportunidades perdidas, comemoram avanços e apontam possibilidades de saída. E, sem floreios, avisam que nossa democracia inspira muitos cuidados.

    Julita Lemgruber e o Coronel Íbis

    Julita Lemgruber e o Coronel Íbis

     

    Ex-comandante da PM estadual, o coronel da reserva Íbis Silva Pereira diz que a democracia vai mal. “Este estado democrático de direito, estruturado na dignidade da pessoa humana, é incompatível com o número de 60 mil homicídios dolosos por ano, boa parte deles cometidos nessa insana guerra contra as drogas”, enfatiza. Para ele, a sociedade não se libertou do passado colonial e escravocrata, o que permite a permanência desta lógica cruel – entre os mortos pela violência, 80% são negros.

    Ática Roque, diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil,  afirma que o questionamento feito pelo livro aponta para um déficit democrático que vem desde a ditadura militar. “Na passagem para a democracia, não conseguimos colocar a agenda da segurança pública no centro da discussão”, avalia. Para ele, em todo esse período, a segurança continuou a ser tratada como uma questão de polícia, não como algo que deveria fazer parte de uma política de Estado.

    Átila Roque e Nilcea Freire

    Átila Roque, da Anistia Internacional Brasil, e a pesquisadora Nilcea Freire

     

    A cientista social Silvia Ramos, que assina no livro uma avaliação sobre políticas de segurança pública aplicadas no Estado do Rio nos últimos 30 anos, diz que há uma relação direta entre essas políticas e o resultado que se vê nas ruas. De acordo com ela, qualquer mudança muda o cenário de forma imediata. Cita como exemplo a criação, no governo Marcello Alencar (1995-1999 ), da chamada gratificação faroeste, que recompensava policiais que participassem de confrontos: a taxa de homicídios no estado pulou para 62 por grupo de cem mil habitantes. Já com a implantação das UPPs, a taxa despencou, na cidade do Rio, para pouco mais de 18 homicídios por cem mil habitantes (no estado, está em cerca de 29 por cem mil, índice semelhante ao do país).

    Silvia frisa um grande problema: diferentemente do que ocorre em outras áreas da administração, como educação e saúde, a política de segurança pode ser mudada com uma simples troca de comandantes.

    Ameaçadas por, entre outros fatores, a crise econômica do estado, as UPPs ainda buscam uma identidade, afirma a economista e antropóloga Leonarda Musumeci. Ela lamenta que a falta de treinamento e a ausência de  definições sobre, por exemplo, o conceito de policiamento de proximidade, tenham ajudado a minar o projeto. Em um dos artigos do livro, ela revela que a maioria dos policiais que atuam em UPPs  gostariam de trocar este trabalho pelo combate nas ruas.  “Eles se sentem como babás das comunidades, como assistentes sociais”, diz.

    A antropóloga e socióloga Barbara Mourão destaca que a cultura do confronto contribuiu para que fosse desperdiçada a possibilidade de um protagonismo feminino nas UPPs, algo que chegou a ser destacado na implantação da primeira dessas unidades.  “Isso foi se esvaziando na medida em que a UPP ia perdendo um pouco de sua característica de polícia de proximidade e reforçando a ideia de polícia de ocupação”, diz. No fim das contas, recuperou-se a imagem de uma polícia mais “masculina”, na pior acepção da palavra, que aposta no confronto.

    A ênfase no combate traz prejuízos para todos, em especial, para quem vive nas favelas, destaca Raul Santiago, do Coletivo Papo Reto, do Complexo do Alemão. Segundo ele, a favela não pode ser vista apenas como foco do problema, mas como espaço de solução. Um caminho que deve incluir uma mudança nos olhares. “Um moleque que fuma um cigarro de maconha na entrada de uma favela é agredido e preso. Numa praia da Zona Sul, o cara leva apenas uma trava da polícia e é liberado”, compara.

    Julita Lemgruber e a diretora da Redes da Maré Eliana Silva

    Julita Lemgruber e a diretora da Redes da Maré, Eliana Silva

     

    Na mesma linha, Eliana Souza Silva, diretora da Redes da Maré, co-autora de artigo sobre o consumo de crack no complexo de favelas, destaca a necessidade de mudança nas abordagens. Frisa que parte significativa da violência nessas comunidades é justificada pela necessidade de combate ao tráfico de drogas.

    Diretor da Open Society na América Latina, Pedro Abramovay vai na mesma linha e lembra do mandato expedido pela Justiça que autorizava buscas em qualquer casa da Maré.  “O medo justifica que se atue contra a Constituição, permite a violação de direitos e as mortes”, cita. Para ele, é fundamental mudar o foco da atuação da polícia. “O mais importante deveria ser evitar as mortes. No Brasil, prende-se uma pessoa com pequena quantidade de drogas e se deixa livre quem mata. Mais de 90% das pessoas que matam permanecem livres, enquanto 60% dos presos por tráfico são primários, sem antecedentes”, critica.

    E por falar em punições, o juiz criminal Rubens Casara diz ser um erro associar segurança a uma questão penal. “Temos que assegurar segurança ao respeito aos direitos primários, o direito à vida, à saúde, à educação. Dizer que isso dificulta o combate à violência representa um risco para a democracia”, frisa.

    Já a socióloga Julita Lemgruber, alerta, num de seus artigos,  para a banalização de prisões provisórias de acusados de tráfico de drogas. Segundo ela, há casos de presos que ficam até sete meses aguardando julgamento. “O tráfico é encarado por muitos juízes como uma espécie de inimigo público número um. Isso faz com que jovens, pegos sem armas, sem a companhia de outras pessoas,  fiquem muito tempo à espera de uma sentença. De um modo geral não são violentos, não são perigosos e acabam presos em nome da ordem pública”, ressalta.

    Escritora e professora de filosofia, Márcia Tiburi não esconde seu pessimismo. Frisa que a palavra democracia tem sido usada para encobertar uma violência no sentido mais estrutural, “de um poder que se confunde com a violência”.  Um poder que, para ela,  implica no cancelamento da relação com o outro.  Um processo que gera no cidadão o medo de ser tanto atacado por quem comete crimes quanto pela própria polícia, que deveria defendê-lo.  “Um modelo (de poder) que chama a polícia quando ele, poder, não existe mais”, conclui.
    * Jornalista e escritor

     

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