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dez
CESeC classifica como megalomaníaco plano do governo federal de erradicar maconha na América do Sul

O plano do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, apresenta uma série de problemas, na avaliação do CESeC (foto: Foto:Isaac Amorim/MJC)

Megalomaníaco e inexequível. Assim pode ser classificado o Plano Nacional de Segurança Pública do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de querer erradicar a maconha no Paraguai. Apresentado na última segunda-feira, dia 12, a especialistas em segurança pública, entre eles a cientista social do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Julita Lemgruber, o projeto causou profunda estranheza por ser caro, impraticável, além de priorizar outras áreas.

“Tínhamos uma expectativa de que o ministro apresentasse um plano nacional de redução de homicídios, que é uma questão grave no Brasil. Estamos batendo recorde de quase 60 mil homicídios. O plano vai aprofundar uma série de problemas que já temos, como a superlotação do sistema carcerário”, alertou Julita.

A ideia de erradicação da maconha no Paraguai do governo federal é semelhante ao Plano Colômbia, uma fracassada tentativa dos Estados Unidos de acabar com as plantações de coca no país latino, nos anos 2000.

“Foram gastos bilhões de dólares. Claro que não deu certo, foi um retumbante fracasso. Quantos bilhões de dólares seriam precisos no nosso caso? É muito frustrante e preocupante o plano que o ministro apresenta ao país neste momento”, frisou Julita Lemgruber.

Outro ponto do plano do Ministério da Justiça que foi alvo de críticas é o de turbinar a Força Nacional, aumentando em sete vezes seu efetivo. O governo cogita permitir, via medida provisória, que os recursos do Fundo Penitenciário Nacional, destinados a prisões, sejam alocados no plano — calculado em R$ 2,3 bilhões pelos próximos anos.

 

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